quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Não vendo, não troco, não empresto

É uma companheirona a minha bota preta. Deve ter uns 8 anos, ou se duvidar até mais. Andou duas vezes no sapateiro para trocar o tacão, mais três para colar a parte da frente, que começou a se desprender sem maiores explicações, e mais uma para trocar a borracha que fica entre a parte de couro e a sola. Na última vez que fui levá-la ao hospital dos calçados não quiseram aceitá-la, avisaram que ia descolar e não adiantava eles perderem tempo e eu, dinheiro. E eu me conformei com a desgraceira que pintaram pra coitada? Corri até a geladeira, saquei meu tubinho de Super Bonder e dei uma bela besuntada nos locais de perigo. Resolveu que foi uma beleza. Depois disso o cadarço do pé direito arrebentou, e ajeitei com um pedaço de cordão encerado que tinha em casa, sobra dos meus tempos de criadora de colares. E agora? Agora ela começa a fazer um nhec-nhec quando caminho, é hilário, e bizarro. O que será que isso quer dizer? Por que ela geme? Do que reclama? Eu estou fazendo minha parte, tratando de conservá-la. Aposentar minha bota preferida é que não vou. No way.

3 comentários:

Kátia Ruivo disse...

acabei de descobrir o universo dos sapateiros também! Achei que era uma dessas profissões em extinção mas descobri que não, mtas pessoas ainda recorrem a eles! Tenho reformado e consertado vários sapatos!Mto bom isso! Por um precinho super em conta, o mais importante de tudo!

TE achei através do vida cotidiana e adorei seu humor sarcástico!
bjs

Lana disse...

Ah, põe uma fotinho da sua companheira de aventuras!

Alline disse...

Kátia:
Oi! Olha, eu não deixo por menos - mando reformar roupas, sapatos, sombrinhas, tudo que der. Até porque o que a gente mais usa (e mais gosta) é o que se gasta primeiro, uma pena.
Opa, brigada!
A Ana é uma querida, isso sim.
Beeeijo

Lana:
Vou colocar. Tinha pensando nisso no dia, mas bateu preguiça... rs