quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

OUTROS VIRÃO

Alline é a primeira da fila do ônibus e se mantém estática, para não suar ainda mais. Alline se distrai ao som do MP4, espera que o tempo passe e ela possa estar protegida pelo ar-condicionado em breve. De repente, Alline é abordada por um rapaz com jeito de monge (careca, cara de pacificador, óculos de grau), que lhe pergunta em espanhol como ele pode fazer para conhecer praias bonitas. Mesmo com preguiça, Alline tira os fones e faz a indicação das óbvias Joaquina e Praia Mole, para onde o moço iria aproveitando o ônibus que ela aguarda. Alline fala, o gringo não entende muito bem, ela tenta pronunciar as palavras bem devagar, ele continua na dúvida. Cansada, Alline manda o gringo se informar na casinha de vidro ali do lado, pois ela salta antes do ponto final e não quer se responsabilizar por uma pegadinha envolvendo o turista. Alline se pergunta por que as pessoas que vêm de fora não fazem o mínimo esforço para falar português. Se ele fosse um estrangeiro na França ou mesmo nos Estados Unidos, queria ver só. Sem interesse em esticar mentalmente o assunto, Alline coloca de volta os fones de ouvido e se isola do mundo. Enfim.

3 comentários:

Kátia Ruivo disse...

menina, já passei por cenas hilárias com turistas...não me esqueço da ocasião em que me deparei com um casal de americanos no carrefour, perguntando a atendente do setor de frios e fatiados se o presunto industrializado na mão deles era de porco, galinha ou peru. A atendente, cada vez mais desesperada, gritava mais e mais perguntando? "É pra cortar ou fatiar?" ....depois de ajudar o casal, e a menina que me agradeceu mais ainda, dei boas gargalhadas...mas vc tem toda a razão, principalmente os americanos, não dão a mínima para se fazer entender, eles acham que todo o mundo tem obrigação de falar inglês! Um absurdo!

bjs

Mônica Novaes disse...

Sabe porque não se esforçam? Porque sabem que nós somos muito acolhedores e bestas mesmo, rs!!!

Alline disse...

Kátia, foste a salvação da atendente do Carrefour! Pra cá os que vêm mais são os argentinos, se bem que ano passado teve grande quantidade de alemães, italianos e europeus afins. Seria legal mesmo que os visitantes tentassem aprender um pouquinho que fosse da língua local.
Beeeeeijo

Mônica, concordo. Nos comportamos como colonizados mesmo... que pobreza! rs
Beijo!