quinta-feira, 5 de maio de 2011

quarenta e quatro 

O COLECIONADOR

Eu saía do bar depois do show quando senti um puxão no cabelo e alguém gritou meu nome. Quem é esse? Olhei para trás para devolver o “carinho” e ele me pediu um... autógrafo?! Parei. Ele devia estar bêbado e fora de si, mas era engraçado.

Ele me pegou desprevenida entre Samuel e Dado, me beijou. Era esse o autógrafo? Senti a língua na boca, tão rápida sinuosa, e quando achei que ia me envolver naquele beijo Régis já tinha me puxado perguntando se estava tudo bem, já que ninguém conhecia o homem. Na hora menti que era um amigo de Karen, me deixei levar por mais esse impulso. O cara de óculos e barba rala me interessava. Havia dois anos que não olhava para ninguém. Era tempo demais! Desde aquele dia com Chico... na cama. Seu Érico não tinha conseguido suportar a realidade e Chico parou de falar comigo, acho que casou. Não tinha certeza, mas também não queria saber.

Segui com um sorriso curioso estampado na cara. Entramos juntos em um prédio espelhado a poucos metros do bar. Fiquei olhando para trás para marcar algum ponto fácil de lembrar no caso de ter que sair correndo. Autógrafo... meu fã... Até que ponto?

Eu era só euforia e queria que tudo fosse uma grande diversão. Devia estar bêbada? Não! Vamos logo! Enquanto ele abria um vinho corri pela sala. Fazia tanto tempo que eu não me permitia, tanto... por quê? Vi fotos, gravuras imensas, pinturas de mulheres nuas, expostas e sorridentes com as pernas escancaradas. Algumas imagens ampliadas, quase distorcidas. Vulvas rosadas que se abriam para mostrar clitóris, pequenos e grandes lábios convidativos, assanhados. Entendi.

- Já sei o que tipo de autógrafo você quer - me joguei como criança na cadeira de balanço e levantei o vestido para provocá-lo. Usava uma calcinha branca e transparente, que mostrava meus pelos por baixo do tecido delicado. Instintivamente, fechei as pernas, como se ele não pudesse ver minha quase nudez. Ri sozinha e deixei o vestido cair por cima.

- Como é seu nome mesmo?
- Leoni.

Ele segurava uma câmera e me observava com curiosidade. Câmera? Não entendi. Eu prestava atenção nele. Estava sem óculos e sem camisa. Leoni... Os pelos que surgiam logo abaixo do umbigo davam uma mostra do que viria a seguir.

- O meu é... 
- Nina. Eu já sei quem você é. Vi vários shows seus naquele bar.

De repente ele não pareceu tão inocente como quando me beijou na frente de todos. Ninguém sabia onde estávamos. E eu disse a Régis que ele era um amigo, portanto não havia nada de suspeito na nossa saída e minha ausência só seria sentida no dia seguinte. Agora éramos eu e ele. Eu e Leoni?

- Então você já me conhece... você quer me fotografar? – abri as pernas. – Pode fotografar.

Leoni tomou um gole no gargalo, ajoelhou-se entre meus joelhos e cantou a última música do show de uma maneira mais suave ao mesmo tempo em que me acariciava a virilha. O movimento da cadeira, o vestido mal cobria as coxas. Ele afastou a calcinha. Não totalmente, deixando à mostra uma parte da penugem encaracolada. Um suspiro, meu. Não me tocou imediatamente, ficou olhando, admirando a forma triangular que se formava, clara e abundante. O que você quer de mim, estranho? Vai fazer um quadro para botar na sala e mostrar aos amigos ou só um papel de parede para o computador?
Ele me cobriu de novo e me sentiu por cima da transparência, era bom! Puxou um pouco do tecido com os dentes até alcançar a carne e deu o primeiro clique.

- Coloca a perna aqui.

Obedeci e coloquei os dois pés nos ombros deles. A câmera ficou no chão para ele poder me morder de leve e começar a enrolar a calcinha.

- Você vai só me fotografar? 
- É o que você quer?

Depois que fiquei sem calcinha não desviei mais dos closes que me cercavam. As mulheres e seus sexos monumentais que queriam me engolir. A visão delas me deixava agitada, eu queria tocá-las, inundá-las com minha excitação. E Leoni continuava: outro clique.

Os dedos dele se colocaram entre os grandes lábios, me abriram com delicadeza, apertaram de leve. Mais um clique. Quem acreditaria se eu dissesse? Uma das mãos segurava a câmera e a outra às vezes me dedilhava, às vezes apenas afagava os pelos, puxava-os para os lados de modo que pudesse ver. E cantarolava.

Pousei uma perna de cada vez no braço da cadeira. O convite estava feito, eu estava pronta e ansiosa. Logo Leoni estava sobre mim aproveitando o movimento da cadeira de balanço. Pelo que entendi, o autógrafo era a foto, e se eu tinha ganhado momentos de prazer também tinha feito um homem feliz com alguns cliques.

4 comentários:

Janderson disse...

Aonde essa menina vai parar?
Teu
J

Alline disse...

Pior que eu não sei...
TuaLi

El Brujo - Rock disse...

Li, reli, fico imaginando como seria uma noite de autografos da Nina...

Eder Asa disse...

HAHA' Eu fico imaginando é a noite de autografos da Aline, porque com essa história, estou com dó de quantos livros ela assinará!

O tempo passa e, felizmente, certas coisas não mudam nunca!
Beijo Aline!!