quinta-feira, 21 de abril de 2011

quarenta e dois

A VINGANÇA É UM PRATO


Apareci em casa quinze dias antes para ver de perto a besteira que Chico estava tentando fazer. Era domingo, ele estava de folga e fui encontrá-lo na praia jogando vôlei com uma turma de amigos. Fingi estar tudo bem.

Foi aí que esbarrei em Jean. Ele era um dos amigos de infância de Chico que nunca conseguiram chegar perto de mim. Chico tinha mania de escondê-lo de mim. Quando ele estava em casa e eu aparecia, Chico se trancava com ele no quarto até eu desaparecer de sua vista. Eu achava que era coisa de meninos e não dava atenção. Nunca troquei mais que duas palavras com o cara, mas agora...

Jean era atlético e gentil, tudo que eu precisava para fazer meu irmão acordar. E ainda saiu do jogo para sentar comigo na areia. Ponto para mim. Chico ficou olhando e deixou a bola cair. Você pediu.

- Tudo bem? - perguntei.

- Não sei se o Chicão vai curtir me ver com você.

- Você tá fazendo alguma coisa de errado?

- Acho que não.

- Então tá tudo certo. Eu sei me cuidar muito bem.

Vi que com Chico por perto não seria fácil, mas não podia deixar de tentar. Deitei e desfiz o laço nas costas. O sol quente - que horas seriam? -, a areia e Jean. Logo fiquei meio mole, sonolenta, os olhos foram ficando pesados e fui relaxando. Uma gaivota pousou bem perto e fez barulho, eu sorri, ela rodeou um pouco e se foi.

Ao perceber que Chico gritava com os companheiros, quase me dei por satisfeita. Ele estava irritado por eu estar deitada sem a parte de cima do biquíni ao lado de Jean. Excitação repentina. E se eu...? Pedi que passasse protetor nas minhas costas com todas as más intenções possíveis. Provocação. Sem hesitar, Jean se ajoelhou e enfiou a mão na bolsa.

A sensação de frio do creme foi logo se dissipando com o calor e as mãos quentes dele, que começaram a se movimentar por toda a extensão da minha pele. Eu me excitava com o toque dele e sabia que Chico não tirava os olhos dessa cena e se atrapalhava cada vez mais no jogo.

- Vamos procurar um canto mais sossegado?

A sugestão foi minha, antes que Chico quisesse dar uma de irmão superprotetor.

Andamos lado a lado na beira da praia até não conseguir mais ouvir a voz de Chico. Estávamos a sós, cercados de areia e água. Notei que Jean não iria tomar iniciativa, então fiquei na ponta dos pés e o beijei. O beijo era salgado, a língua áspera e habilidosa dele me envolvia. Se soubesse que era tão bom teria vindo antes. Involuntariamente mexi os quadris e ele me deitou na areia, desatou um laço do biquíni, depois o outro, jogou a calcinha longe e deslizou a mão entre minhas coxas, abrindo-me as pernas. Então esse era o Jean de quem Chico queria me defender. Se é assim... Ergui a bunda para ele poder me explorar livremente.

E ali, no meio daquela praia, estava eu deitada de bruços, de pernas abertas. Não havia brisa, não havia mais sombra, e o suor dele pingava em mim, as gotas grossas iam escorrendo até o final das costas. Sentia a tontura do sol de trinta graus mais a excitação causada pelas mãos de Jean. Era a ânsia de tê-lo e o pensamento em Chico que me faziam continuar. Uma gaivota pousou ao lado e passeou um pouco. Seria a mesma? Mantinha alguma distância e nos observava, curiosa.

Ela levantou voo quando Jean me virou e caiu sobre mim, melado, pesado, com o corpo grudado no meu e cheio de areia. São as surpresas da vida... Achei que nunca veria o amigo de Chico assim, com o pau duríssimo me roçando a barriga. Tentei em vão me agarrar aos seus braços, mas ele se levantou um pouco para que eu pudesse vê-lo entrar em mim sem cerimônia. A visão me instigou a rebolar, ao que ele acompanhou dando estocadas violentas que me deixaram o corpo trêmulo. O sol me queimava, Jean me penetrava, meus peitos dançavam conforme os movimentos e eu o puxava para mim.

De repente ele parou, saiu de mim justamente quando eu estava prestes a gozar. Abri os olhos. Foi tudo muito rápido. Vi Chico acertando o rosto do amigo repetidas vezes e me virei, pensando que não teria força para evitar a fúria de um homem ciumento. Eu tinha conseguido.

A gaivota deu um rasante e pousou alguns metros adiante. Tinha quase certeza de que era a mesma que desde o início me acompanhava. Olhei o céu. Eu estava nua, com a pele cheia de areia. Sem fazer ideia de onde estava o biquíni, me dei conta de que não havia mais proteção contra o sol escaldante e os problemas que estavam por vir.

5 comentários:

Eder Asa disse...

Hoje, pela primeira vez, senti uma pontinha de raiva da Nina. Mas ela é gostosa demais pra se sentir raiva por muito tempo! HAHA'

Aline, é sempre perfeito!

El Brujo - Rock disse...

O sol, a areia e a gaivota atrevida como testemunhas. Gaivota que ali ficava e por ali voava, compartilhando da cena exuberante!

Eraldo Paulino disse...

Depois tu vai compilar tudo isso e publicar nem que seja um livro online, né?

Amo a Nina. Tanto mais ela fica imperfeita, mais ela fica gostosa!

Bj!

Os brejos ao redor de minha alma agreste... disse...

ai que saudade dessa meNina!!!!!!
queria ser como ela, mas sou pior! kkkkk
ai ai...
bjos Alline
feliz páscoa!
tudo de bom
fique c Deus
Rita

Alline disse...

Tás vendo, EDER? Nina não é flor que se cheire. Te arriscarias de peito aberto?

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Gaivotinha esperta essa que não perdeu nada do lance, né, BRUJO? Sempre em cima... rs

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ERALDO, juro que ainda sai. Tá prometido, até porque o CARA, o da MINA, já me cobrou.

Isso eu também adoro nela - o fato de não ser a boa moça, de errar, de fazer cagada, se arrepender, ou não. Ops, acho que já falei isso antes. ;)

Beijuuuuu!!

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Vou te confessar, RITA: quase que não saiu, porque eu tava fora de casa, fora do meu canto. Ainda bem que namorado foi paciente. rs
És pior que ela? Juras? oO

Uma Páscoa de paz e alegria para ti e tua família =)