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sábado, 14 de janeiro de 2012

Pois é no céu da boca
onde a língua toca
uma linda canção
com a ponta do desejo
que as estrelas se apagam
e a lua não se atreve
...
hora do beijo


terça-feira, 20 de dezembro de 2011


degelo

goteja
nos picos
castanhos
                                                             
agora hirtos

e corre
água mansa

escorre
preenche pele
até a fenda
e mata
a minha
que
é a tua

sede

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

aqui
transpiro
pensamento

e
quando no mundo
me atiro 
extrapolo
o corpo 
na dança
do desconhecido 
onde calo
me instalo
pra sentir 
transbordar
em mim
a vida

terça-feira, 29 de novembro de 2011

improvisações ao pé do ouvido

fica mais um pouco
até a hora do
próximo beijo
deita, deixa
em mim
a boca
assim
para desnudar
meu cio
que escorre
abundante
na língua tua
me esvazia
me sacia
e depois?

tenros são os gemidos que transformas em música.


sábado, 12 de novembro de 2011

nessas noites
 
gosto de ouvir
quando chegas
com a noite
do outro lado da rua
e te encaixas 
sem palavras
entre as
minhas coxas
e me causas
entorpecimento
e me umedeces
com o movimento
febril
do corpo
que não
cala o
desejo
e me
embala
no gozo
profundo
dos sonhos teus.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

encanto

me visto com a
delicadeza das tuas palavras
que ainda escorrem na pele
feito perfume

deixo que fiquem
e me preencham
os hiatos
e se encaixem
e habitem
o que sou


com as palavras em mim
vou em direção às estrelas

vou te encontrar.



sábado, 8 de outubro de 2011


assim



desnuda-me das palavras
preciso me perder

tira-me da boca o ar
suga-me dos seios o mel

faça-me
queira-me
toma-me
até que eu desfaleça
quente
nua
e
úmida
sobre teu corpo
e assim
tão livre
possa de novo
voar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

nas profundezas de mim

me toco                                                             
sem pausa
invento
no corpo
acrobacias
depravo
descrevo
movimentos
e insinuo
dança
sem medo
de doer

afundo
enfim

me amo

sábado, 24 de setembro de 2011

de nós dois

serei, no teu corpo, o que quiseres que eu seja
não serei mansa, mas saberei te receber

serei poesia em carícias
de dedos

sim,
me atrevo!

serei
noite que te
cobre a pele
de sonhos
e de desejo

serei

até que teu beijo me alcance
e me devasse

então
seremos

inesperados
e únicos

eu e tu.


domingo, 18 de setembro de 2011

Ninho

Quando te procuro
porque estou com saudades
te acho dentro de mim
repousando
em meu coração.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

calmaria

deita entre meus seios
e descansa desses dias
em silêncio
afaga-me
o coração
sobre a pele
vasculha
o que eu
sou
e
seja em mim
tempo bom.


terça-feira, 30 de agosto de 2011


na pele a palavra
Pelas linhas que já conheço
traço longos períodos
de mim
na pele que guarda
a marca
bem pontuada
daquilo que insiste
e caminha nas letras
que
crispam os
pelos
e penetram
na fenda das palavras...
Exclamação!

sábado, 27 de agosto de 2011

miragem

é teu corpo
meu amuleto
cigano
fetiche
que amansa
toda certeza
e torna
possível
o absurdo. 


segunda-feira, 22 de agosto de 2011


a lápis

decoro as linhas
do teu rosto
e te rabisco
à mão livre
em meus olhos
do jeito que te fiz
sujeito da minha
história
no meu traço
imperfeito.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

TANGO

Invades meus sentidos
pela fenda
do vestido

tato

avermelho no ato
e me preparo

é agora?

a mão sobe o joelho
eu tremo
te encaro

suspense

não viro o disco
e suspiro com a mão
que agora desvenda
outra fenda

sou delírio.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Naturalmente

Não sou flor que se cheire
mas quando vens
me abro
pra te ver
retirar
um a um
meus espinhos
e me semear.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

São dez horas

te penso
vapor quente
escorre pernas
teu dedos
assim
carícias de água
suaves
ensaboadas
vem
tateio pelos,
me beija?
espuma, bolhas
na virilha
já disse
te quero
não demora
a mão
entre as coxas
meu desejo tem pressa.

vem,
tô no banho!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PASSA TEMPO

Brinca de giz de cera
com as cores que se pinta
de menina
no papel canson
pra passar o tempo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

PARA UM DIA DE SOL
Mesmo que que eu diga que não
vire pro lado,
e me recuse,
o dia vem me puxar pela mão
para outra dança.

Vem!

Eu vou.

Faço manha, ensaio passos
tortos, sou toda drama.

Mas ele mostra que pode
se derramar em sol e céu
sobre mim
e me arrancar um sorriso mais uma vez.

Nele eu estou e ficarei.