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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A PEIDONA MASCARADA


Estou saindo para trabalhar, atrasada por inteiro. E lá vem o elevador. Salve! Abro a porta e dou de cara com uma mulher cabisbaixa, usando óculos escuros enormes. Ué, mas tá chovendo! Estranho mas entro, e na primeira respirada quase caio dura. Pelas barbas do Gandalf! Alguém peidou aqui e não fui eu!!! Ah, minha filha, agora não adianta tapar a cara e disfarçar, não. Eu não sei o que você fez no verão passado, mas sei que foi você que peidou e está escondendo a cara atrás desses óculos de abelhão.

Tá, tá, vou tentar manter a calma. São cinco andares e só. Tapo uma narina, deixo de respirar o quanto posso. Não dá pra fazer mais nada. O que será que essa infeliz comeu pra estar desse jeito? Deve ter sido um café da manhã atômico no capricho, com ovo e chucrute e direito a segundo round.

Quando penso que não vou aguentar mais, o elevador para e a peidona mascarada praticamente sai correndo, me deixando para trás com
seu mau cheiro.

Vou embora, vou pra rua. Quero ar!!!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

DEVAGAR SE VAI

Certa pessoa exagerou na dose diária de transport e levou "inteiramente de grátis" uma dorzinha chata na coluna. A pessoa não deu bola pra dor, mesmo sabendo que já tem um desgaste aqui, outro ali. Não, ela não para quieta. Quer ser desafiada, ir ao limite, e fazer mais e mais. E isso só podia resultar em mais dor pra ela. Pra mim, né? De tanto insistir tive o castigo merecido.

Hoje estava no shopping experimentando sapatilhas e de repente senti uma fisgada fenomenal na lombar. Ops! Saí da loja com passinhos de gueixa, meio curvada pra frente e torcendo pra achar um táxi no ponto. Não tinha! A vinte minutos de casa, ou eu ia ou sentava num banco pra esperar até sei lá quando. Mas passava das duas, eu tinha saído do trabalho e faria qualquer sacrifício por um prato de comida. Sabe o quê? Eu fui. Ferrada de dor, mas fui. Para um pouquinho, descansa um pouquinho, fingindo não ter pressa, sonhando com um Dorflex e uma cama. E aquele prato de comida antes, lógico. Os vinte minutos viraram trinta, e mais de uma vez disfarcei que olhava a hora enquanto tentava endireitar a postura e seguir. Em vão. A dor não saiu de mim, me seguiu até em casa. Até eu sentar. Até tomar o relaxante muscular e aprender a lição. Uma próxima não vai ter, não.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Jardineiro (In)Fiel

E tem também a história do casal que contrata um jardineiro para ajudar a melhorar o aspecto do jardim da casa. Logo no primeiro dia, o homem repara que o rapaz vai ter um trabalho árduo pela frente e pede à mulher que faça uma comida caprichada. Ela não gosta nem um pouco das artes culinárias, mas se esforça, e ao meio-dia em ponto entrega ao rapaz um prato muito bem abastecido com feijão, arroz, dois ovos fritos, carne e macarrão, e mais um extra com salada. O rapaz, sentado numa das cadeiras da piscina, começa a comer sem nada dizer. A mulher o desafia a comentar sobre a comida:
- Tá bom?
Ao que ele responde, com alguma indiferença:
- Ahhh... normal.



Ahhh se fosse comigo...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

no stress

Num dia, comida salgada. No outro, apimentada. O que virá em seguida? Eu digo: comida congelada saindo quentinha do micro-ondas, pronta para servir e agradar todos os paladares.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

tinha tudo pra ser um bom banho

Um dia de calor, o primeiro dia de calor depois de muitos dias de bate-queixo. Pois esse dia deixou como lembrança aquele suorzinho que pede um banho assim que se coloca os pés dentro de casa. Ai, eu fui, sabe? Totalmente seduzida pela ideia do corpo cheiroso. E pensei que seria bom adiantar a depilação joelho abaixo, pois amanhã é dia de academia. Fiz assim: abri a torneira, comecei a me ensaboar toda feliz, mais e mais. Lava aqui, lava ali, tal, tal, como todo mundo faz, ou deveria fazer. Só aí me preparei pro ritual raspa-pelos e peguei o aparelho. E dobrei a perna direita, apoiando-a na parede. Perna um, digo, perna direita OK. Vamos trocar, por favor. Troquei. Mas, com piso tão ensaboado, como poderia eu me equilibrar? Oooops! E lá foi Alline ao chão, de lado. Que bonito, hein? Não satisfeita com o tombaço inicial, ao tentar erguer meu corpo cansado de guerra escorreguei e fui de novo patinar no box, dessa vez de joelho. Ferrou!!! Quis rir, mas chorei. Gemi, mas levantei. Minha mãe veio na porta perguntar se estava tudo bem, deve ter ouvido os sons da sala, com meus irmãos. Eu disse que sim - de que adiantava reclamar? A depilação ficou meio torta, e o banho terminou com joelho e quadril direito roxos e doloridos. E eu posso comigo?

Assim sendo, de agora em diante nada mais de malabarismos na hora da depilação, OK? E prometo comprar um tapete de borracha. E joelheira... e quem sabe um capacete...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

tenho visto coisa

Sabe aquelas meninas na faixa de um ano que ganham duas covinhas lindas quando sorriem e são tão fofas que dá vontade de amassar? O pai de uma delas demonstrou todo seu carinho de torcedor de futebol ao chamá-la:
- Vem cá, minha jabulani!
E a menina foi, meio que tropeçando nas pernas, toda sorrisos, abraçar o papaizinho engraçadinho.

terça-feira, 1 de junho de 2010

IMAGINA ESSA

Estava no terminal, caminhando depressa pra pegar o ônibus. Ligeiramente contrariada, porque tinha acabado de acabar a bateria do player e eu podia ouvir todos os sons da rua. No braço casaco e cachecol. Cachecol? Ops, cadê o cachecol que estava aqui pendurado? Três passos mais tarde descobri que ele tinha ficado pra trás, caído no chão. Putz! Voltei, me abaixei e... um senhorzinho de cabelos muito brancos e barba idem também se abaixou um pouco. Achei que fosse me ajudar... que vovô simpático! Simpático nada. Safado. Com voz de sedutor barato, quis se fazer de bobo, dizendo que se pegasse meu cachecol ia levar pra casa e não ia me devolver mais. E falou bem perto do meu ouvido! Ai, Jesus, ainda bem que eu estava com pressa, senão ia acabar detida por bater no Papai Noel!

sábado, 8 de maio de 2010

Cabelo, cabeleira, cabeluda...

Rogéria, Maria e Altamiro saem para tomar cerveja num barzinho conhecido da cidade. São servidos por uma mulher de cabelos muito compridos, cujos fios dão uma ligeira espanada na mesa e, consequentemente, nos copos. Altamiro não gosta do que vê, e chama a atenção da mulher de modus severus. Sem nada dizer, ela tira do bolso um prendedor e se ajeita. Ele comenta com Rogéria e Maria o absurdo da situação, as duas concordam, e a noite prossegue sem maiores atropelos. Na hora de pagar a conta, outra garçonete vem atendê-los. Cada um contribuiu com sua parte e a mocinha diz que vai pegar o troco com a dona, que é a... Alguém se habilita a palpitar? Sim, a mulher do cabelo espanador de mesa! Mesmo sabendo que tinha razão de reclamar, Altamiro sai de cena ressabiado, seguido por Rogéria e Maria. Mas onde é que já se viu atender mesa com o cabelo comprido solto?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Todos os caminhos levam à Lagoa
Justificar
Já devo ter comentado que o Lagoa 330 é o ônibus que me leva até o serviço. Mas também leva muita gente à Lagoa da Conceição, o que é um perigo quando dá sol. Hoje, dia de céu limpo e véspera do feriadaço de Páscoa, tinha um gringo perdido no corredor. O homem loiro de quase dois metros e olhos claros parecia alemão, mas veio com sotaque espanhol perguntar pra galera de que lado batia menos sol. Como ninguém se manifestou, fiz o favor de dizer que era do lado direito, o lado em que eu estava. Parêntese - sempre vou do lado direito, pra não pegar sol. E vou quieta, ouvindo meu som. Ele agradeceu e emendou com: "Então posso sentar do seu lado?". Eu ia dizer que não na cara do homem de quase dois metros? Sendo o ônibus público, eu disse "Sim", sabendo que ia me arrepender na sequência. E como! O cara ocupava um banco e meio, e me obrigou a dar aquela espremida contra o vidro, agoniada não só com a presença espaçosa, mas com o cheiro dele. Cheiro de suor, de falta de banho. Aí ele comentou "Que calor, não?", achando que fôssemos travar um diálogo amigável. Pensei "Que fedor, não?" e olhei pra fora. O moço se calou. Bem disfarçado, fingiu que esticava o braço pra tocar o teto, virava um pouco a cabeça e dava aquela cafungada no sovaco. Direito, depois esquerdo. Uma vez, mais uma, e uma última pra ter certeza. Convencido de que eu não queria falar com ele por causa do futum, o gringo se mudou. Foi pegar o sol que não queria do lado esquerdo. Melhor pra mim que consegui respirar de novo e descontrair a musculatura. A antissocial.